quarta-feira, novembro 24, 2004

Macaquito

Essa é a história
Sobre um garoto
Com cara de macaco
Que matava todos

Ele não queria
Mas não conseguia
Queria ter amigos
E apenas tocar

Mas ele não podia
E não percebia
Que era sua ruína
Ter amigos

Então ele foi
Tocar sozinho
No meio do mato
Bem quietinho

Eu queria ser
Como macaquito
Eu queria ser
Como macaquito

domingo, novembro 21, 2004

Cherry Bomb..........um pouco modificada

Não consigo ficar em casa
Não consigo ficar na escola
Todos dizem que sou apenas uma tola
O que tem de errado comigo?
Sempre um probleminha
Sempre atirada na casa da titia
Eu já morava na casa da vovó

Olá papai, olá mamãe
Eu sou uma cherry bomb
Olá mundo, eu sou uma menina brava
Eu sou uma cherry bomb

A bombinha que estava na sua barriga mamãe
Um dia as coisas aparecem
Sempre um probleminha
Sempre uma bombinha
Um dia a bombinha estoura
E começa a fazer muito barulho
Barulho muito alto dá dor de cabeça

Olá papai, olá mamãe
Eu sou sua cherry bomb
Olá mundo, eu sou uma menina má
Eu sou sua Cherry bomb

Papai tinha vergonha de não ser nada
Papai sempre cheirou cerveja
Papai sempre foi mal humorado
Papai não tinha nem dinheiro
Odeio papai, odeio mamãe
Eles nunca estavam na minha apresentação
Papai e mamãe querem me castigar, mas eles não tem nem razão

Olá papai, olá mamãe
Eu sou sua ch ch ch ch cherry bomb
Olá mundo, eu sou uma menina desapontada
Eu sou sua ch ch ch ch cherry bomb

Agora eu não acredito em mais nada
Todos os dias eu tenho que me proteger do sol
Eu estou andando com os olhos bem fechados
Talvez assim, um dia eu passe do segundo grau
Ei garoto, o que está na moda?
Seus sonhos impossíveis não farão você sorrir
Eu vou inventar algo para você procurar
Assim você talvez possa fingir

Olá papai, olá mamãe
Eu sou sua ch ch ch ch cherry bomb
Olá mundo, eu sou uma menininha perdida
Eu sou sua ch ch ch ch cherry bomb
Cherry bomb
Cherry bomb
Cherry bomb

ei

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segunda-feira, novembro 15, 2004

Os Pequenos Jangadeiros

Marcelo e Janaína eram dois pré-adolescentes radicais, eles
estavam cansados da vidinha medíocre que levavam, na mesma rua, a
vida inteira, pesquisando o mesmo velho louco.
- Agente podia se aliar com ele, falou Marcelo.
- Pra que? Respondeu Janaína
- Pra descer o rio
- Será que ele topa?
- Claro que sim, é só pedir com jeito
- Lembre-se Marcelo, o nome dele é quinquim, Q-U-I-N-Q-U-I-M!
Então, os dois ultra-jovens super radicais vão ao encontro do velho
louco.
-Olá Quindim! Diz Marcelo, que logo leva uma cotovelada muito forte
de Janaína.
-Olá pequenos diabinhos
-Quinquim, leva agente descer o rio? Pergunta Janaína.
-Tá bom.
Já no rio, os dois sentiam-se realizados, enquanto Quinquim se
sentia feliz por ser útil.
-Quindim, quantas vezes você já desceu esse rio?
-Ah meu filho, isso não se conta.
Marcelo ficou quieto e até hoje não entendeu o sentido da frase
de Quinquim. Se você levar em consideração, que essa história
aconteceu nos anos 50, verá que faz muito tempo. Marcelo, sempre irá
lembrar daquela viagem como a mais emocionante de sua vida, depois
de sua viagem a lua, é claro, e ele mal pode esperar para ir a
Júpiter, ele e Janaína, os eternos adolescentes radicais, e eternos
mesmo porque Janaína continua do mesmo tamanho.