terça-feira, março 29, 2005

O castelo que não fechava

Então todas as criancinhas na puberdade passaram no teste para poder entrar naquele grande castelo onde as portas não eram fechadas... diziam que lá era o paraíso.
Todas elas estavam radiantes e empolgadas, é impossível fugir da idiotice que assola todos os seres na maldita fase da adolescência.
Elas estavam lá para aprender, mais isso não importava, porque lá fora era muito mais interessante.
Então elas conheceram muitas pessoas legais, muitas mesmo, era o lugar com o maior número de gente estranha e diferente que elas já haviam visto.
Trataram logo de encontrar outras crianças com quem brincar, aquele parquinho era mesmo muito empolgante.
Então elas começaram a descer aquele enorme barranco que havia na frente delas, o final dele tinha algum nome que as crianças desconheciam, elas já tinham ouvido falar, mas não fazia muito sentido pra elas, era algo como.....adultos???.....amadurecimento???........... crescimento ......frustração.........destruição..............morte.................
Bem, não importava, agora elas tinham novos amigos geniais, os mais legais que elas já haviam encontrado, então elas decidiram começar a descer aquele barranco.
Na maior alegria, desciam correndo e gritando, pulando, todos juntos, alguns mais perto, alguns mais perto de maneiras diferentes, uns como irmãos, outros como bons amigos, e outros de uma maneira mais estranha, que eles ainda não entendiam direito, mais certamente era diferente da forma de como queriam os irmãos.....
Isso as vezes os deixava confusos, dava dor de estomago, uma sensação estranha, uma angústia estranha, uma empolgação fora do comum....
Alguns deram as mãos, alguns se abraçaram, outros corriam mais rápido mais tudo era muito divertido....
E foi então que as crianças começaram a cair.....correr rápido em um barranco não é uma coisa muito segura. E cada vez que elas caíam, se machucavam, e isso diminuía um pouco a alegria e a velocidade delas, mas elas continuavam correndo.
Aos poucos, os nódulos de crianças que estavam descendo o barranco foram mudando, uns por desgosto, outros porque lhes faziam cair e se machucar, outros porque não se suportavam mais.
Outras crianças apareciam às vezes do nada para tentar descer o barranco também, e traziam alegria porque elas eram legais.
Mas mesmo assim, as crianças continuaram caindo, e a velocidade e o entusiasmo delas foi diminuindo.
Elas mudaram, algumas se perderam no caminho, outras pegaram outra direção.
Junto com os machucados por terem caído, tudo isso entristecia as crianças, elas foram ficando cada vez mais sérias e cautelosas porque tinham medo de cair.
Algumas crianças estavam ficando muito tristes por ver que isso estava acontecendo, não era a mesma coisa pular e correr se não fosse todo mundo junto, mas como continuar a correr com alegria se você sabe que vai cair, se machucar e vai doer? Você já caiu, e doeu muito, mais muito mesmo.
Então todas as crianças foram diminuindo o entusiasmo e a velocidade, decidiram chegar ao fim do barranco, que estava próximo, andando. Era menos perigoso, e elas já estavam completamente raladas.
Algumas crianças ficaram chorando para que seus amigos voltassem a correr, mas já era tarde demais.
É tão triste quando você vê que todas as crianças que estavam ao seu lado pararam de correr e pular com medo de se machucar.
Viraram adultos.
Oh não, crescer é um saco.

4 comentários:

Anônimo disse...

wwwiiii!!!!!
pois eh neh!!!PARE D COMER PORCARIAS MENINAS!!!
eu concordo cum vc...podiamos escolher c qremos crescer ou naum neh,entaum...naum mandamos em nada..somos iludidos!
a iludida

CrazySad disse...

Eu sou, certamente, fã de vcs... Vocês, poetas,poetas q fazem boa poesia, poetas q falam o q vem na cabeça, grande poeta você eh!

stenio disse...

tem outra maneira de ver isso... talvez os adultos estejam descendo o barranco mais devagar com medo de que o fim chegue logo!

thays disse...

ahn....
isso despontou uma vontade de chorar em mim...
é, talvez estejam com medo da morte, ou apenas seguindo o triste sistema...