quinta-feira, setembro 29, 2005

Mas hoje eu estou tão feliz porque tenho saúde

Câncer social.....
.....eu sempre saio da maneira mais dramática......
.....se eu parasse de reclamar......
Mas hoje eu estou tão feliz, oh tão feliz, e todos vocês podem ver o sorriso estampado na minha face vermelha.......
Eu vou reprovar, mas estou feliz
Estou feliz porque tenho saúde


Laurinha se achava suicida em certa época de sua vida.

Laurinha estava se sentindo mal por se sentir mal, afinal sua mãe vivia dizendo:
- Pare de fazer drama menina, você tem saúde, tem uma casa, tem as duas pernas e fica aí nessa choradeira, parece que tem sal nos olhos....

Sim, Laurinha começou a se sentir mal por se sentir mal, afinal, ela tinha sua saúdinha, e tanta gente por aí com tantos problemas.

Laurinha havia aprendido nos filmes da Sessão da Tarde que todas as pessoas com algum tipo de problema físico ou mental eram demasiadamente felizes. Eram obrigatoriamente felizes. Se eram cegas e amputadas então, incomensuravelmente felizes.

Laurinha então pensou, como ela, uma menina de classe média, com todas as pernas, todos os braços podia não se sentir bem com o mundo? Ela não tinha o direito de ficar triste pelas pessoas que tinham decidido acabar com suas vidas em um curso da UEPG. Talvez isso fosse bom para elas.

Laurinha precisava de placebo

Laurinha percebeu como era chata toda aquela ladainha chorosa que ela fazia, estava realmente enchendo o saco. Isso não quer dizer que ela parou, afinal, Laurinha era dramática por nascença, ela ainda fazia isso de vez em quando escondida em seu quarto e às vezes, postava em seu blog.

Mas Laurinha decidiu ser feliz

Laurinha pensou em cortar suas pernas e furar seus olhos para tentar ser feliz.

Laurinha arranjou um namorado bem boa praça, o Fergusun

Laurinha apagou de sua cabeça que sua família era uma bosta

Laurinha decidiu ser feliz porque tinha saúde

Que menina Sadia e contente é Laurinha, oh sim, uma menina com todo um futuro pela frente!

Laurinha é realmente uma cidadã do mundo!

Sabiam que ela tem cpf, fez enem e é uma menina muito politizada?

Com certeza Laurinha vai passar no vestibular!

Laurinha é feliz porque tem saúde e um corpo bonito

Eu amo Laurinha

Sou feliz porque tenho saúde e amo Laurinha





Na verdade, eu gosto de Laurinha porque ela ainda tem olhos tristes e suas lágrimas apenas são derramadas quando chove para que ninguém perceba....




Mesmo assim eu sou feliz porque tenho saúde....

quinta-feira, setembro 22, 2005

Malditos ladrões de tempo

...........Estão roubando nosso tempo.............
...........E nós não podemos pega-lo de volta........
...........Não vamos poder comprar nosso tempo de volta..........

Adriele de Alcântara



.....Essas pessoas malvadas.....
.....Estão roubando nosso tempo.....
.....E nós nem deveríamos querer compra-lo de volta porque ele deveria ser direito nosso...
.....Mas será que nem nisso podemos mandar?......

.....E aí vem o quarto ano......

.....Mais tempo para a gente fingir crescer.....

.....Tchau Ronny.....

.....Tchau pessoas estranhas......

.....Tchau......

.....Tenho aula.....

.....Tchau......

.....Estão roubando nosso tempo.......

.....Esses malditos......

.....Malditos ladrões de tempo.........

domingo, setembro 18, 2005


...The rain is here, and you my dear, are still my friend...

quinta-feira, setembro 15, 2005



QUESTIONÁRIO SOCIOECONÔMICO

41) Dos itens abaixo qual é para você o motivo mais importante para se ter um trabalho?

(A) Para ter mais responsabilidade.
(B) Independência financeira.
(C) Adquirir experiência.
(D) Crescer profissionalmente.
(E) Sentir-me útil.
(F) Para fazer amigos, conhecer pessoas.
(G) Não acho importante ter um trabalho.
(H) Para ajudar minha comunidade indígena.


Anh......unh......enh........trabalho?..........anh.............enh............uhn...............

ALTERNATIVA H, ALTERNATIVA H!

Para ajudar minha comunidade indígena!!!
Afinal, tenho três índios em casa!!!!!

Ponta Grossa, Cidade Viva!



Ponta Grossa, um pontinho tão pequenino que no mapa você nem consegue olhar.
Ponta Grossa, menina moça, que alegremente hoje vai aniversariar!

Ponta Grossa, a cidade do barro, do banhado!
Quem sabe a esperança do Brasil não está em Ponta Grossa? Essa cidade tão bonita e maravilhosa e que é praticamente uma favela superdesenvolvida.

Ponta Grossa, falta remédio, mas rodeio não pode faltar!
Ponta Grossa, a cidade do Jocelito e do Parque dos Mamonas!

Ele roubou só 16 mil, tem gente que rouba muito mais!

Ponta Grossa, orgulho de seu povo legalzinho!
Ponta Grossa, falando cantadinho, ui que bonzinho que é esse barzinho!

Eu só tava andandinho, pra Ponta Grossa, que tem um povo tão alegrinho!

Ponta Grossa, de povo bêbado, que honra a München Fest.
Ponta Grossa, cidade da RONE, onde você pode ser espancado a qualquer hora do dia, ou da noite!

Tava correndinho pra Ponta Grossa, onde tem passe livre e é sempre bem animadinho!

Ponta Grossa, cidade hedionda, principalmente sábado a noite.
Ponta Grossa, lá você vê de tudo, até cowboys!

Se você quer abrir um negócio e logo logo com ele acabar, não tem porque procurar, lugar melhor não há do que Ponta Grossa para morar!

Ponta Grossa, cidade viva! Todo mundo chapado no Sexta as Seis!
Ponta Grossa, cidade da procissão! Tão devota que devia até levar um chazão!

Mai como é grande essa Ponta Grossa, crendio im cruiz, jesuis amado, é vila que não acaba mais!

Ponta Grossa, Campos Gerais, pelos prados e colinas você poderá saltitar!
Ponta Grossa, é tanto morro, tanto buraco, tanto sobe e desce, que quase não dá pra agüentar.

Ponta Grossa, ah, bela Ponta Grossa!
Ponta Grossa, o povo não come, mas tem alegria para cantar!

Ponta Grossa, ah, bela Ponta Grossa!

Não vejo a hora de saí daqui e nunca mais voltar.

Fragmentos de uma redação escolar que não deu certo.

...Silêncio no espaço
Hímen quebrando no silêncio de todas as notas
Espaço...

...Tocando uma música apenas para seu corpo. Cada nota, cada suspiro...

...Cheiro. Deleite. De leite. Leite morno, macio, branco e suave...

...Corpo morno, macio, aconchegante, dava vontade de dormir ali para sempre, em cima do peito liso e magro que só um atirador de sonhos podia ter...

...Atirava para todos os lados, para o céu, para o inferno, para dentro de sua cabeça, para dentro do corpo dela e penetrava em todas as suas veias, em todas as suas células, dentro de sua alma. E no final, tudo era lavado com suor...

...A bondade das crianças não podia se quer tira-los dali. Estavam onde queriam, tinham conseguido seu prêmio, e ninguém iria roubar isso deles, ninguém...

...Sem medo de pensar em certo ou errado, ela não seguia mais os conselhos imbecis de seu cérebro chato, pois sim, o cérebro era tão chato que parecia um avô falando, azucrinando sua vida. Seguia apenas seus instintos, fazia o que queria, parou de negar as coisas a si mesma apenas por achar errado. Prazer. Como uma criança, pegava quantos chocolates haviam na caixa, sem pudor, sem medo de parecer gulosa ou inconveniente...

...Estava explodindo em hormônios, desabrochando em desejos...

...Lá estava ele, na cozinha, na sala, em cima de uma montanha, no gramado, no carro, no quarto, em cima da cama dela. Num quarto de motel sujo de quinta, no castelo mais bonito e confortável que já existiu. Ele estava em tudo e ela o amava. Amava com todo o seu corpo e seu sangue. Não podia parar de pensar nele...

...Ela sentia dó. Dó de um. Gostava muito dele. Gostava ainda mais do outro e não podia negar que era em grande quantidade, ele além de dissolver a alma dela todos os dias um pouquinho, a atraía muito. E surgiu outro então. Ah, ele deixava os outros dois obsoletos, ele era um Deus, enquanto os outros dois, não passavam de meros mortais fadados a uma existência insignificante nesse mundinho medíocre...

...Não parecia nem um pouco ameaçador na parte frágil dos sentimentos, parecia não oferecer perigo nenhum de encantamentos, mandingas e amores. Parecia tudo calmo e estável, e essa sensação foi que lhe garantiu o primeiro lugar no pódio de amores impossíveis da garotinha que não conseguia abrir os olhos. Ele era um imã...

...Pensando...

Só começa a chover quando eu coloco os pés para fora de casa, e o guarda-chuva sempre estraga por causa do vento, então eu passo o dia com as roupas molhadas e sujas de barro.

Porque você gosta de mim? E você, porque não gosta? Seria tudo mais fácil se vocês trocassem de lugar. Seria...Perfeito.

Volte semana que vem, vou tomar uma decisão. Vou dar um jeito nisso tudo.

E as portas do ônibus se fecham e todas as pessoas ficam apertadas pela sua própria existência. Todas elas estão indo para algum lugar e é justamente dessa hora que eu mais gosto. É muito bom quando o tempo está apenas passando para você chegar a algum lugar, e já que você está indo, não tem obrigação de fazer nada. A única coisa que você faz é ficar perdido em piras e devaneios até que alguém, ou pior, você, te obrigue a entrar em algum lugar.

Andar com o vento no rosto é sublime. E você dá voltas e voltas pelas mesmas ruas que você passou a vida inteira, sem prestar a mínima atenção nelas, sem nem erguer a cabeça, ou sem dar a mínima importância para o caminho que não vai te levar a lugar nenhum.

Casas tão conhecidas e de uma beleza tão pobre e feia que chegam a ser maravilhosas.

Porque você tem que gostar de mim? E você, por que não? Eu não presto.

Só começa a chover quando eu coloco os pés para fora de casa, porque eu coloquei na cabeça que briguei com Deus e que ele não vai me perdoar até eu admitir que tudo isso é culpa minha, sou eu que dito as regras para as coisas ficarem mais difíceis, e se eu não der uma folga...bem, isso é realmente infantil.

Eu vou arrumar tudo, sim eu vou.

Porque.....você.......

E também vou ganhar um prêmio, muito chocolate, quando aprender a ser menos repetitiva, mais ativa e parar de sonhar enquanto não chego a lugar nenhum, e ainda por cima adorar isso.

Quando eu aprender que é tão medíocre falar da minha própria mediocridade, vou ganhar um Nobel, e então não vai mais chover, e o Deus da minha cabeça, totalmente chapado, vai abrir as portas para a minha festa onde o Simon vai estar tocando guitarra com o Kurt.

Então eu vou saber, toda aquela pira realmente me fez mal.

Por influência de tudo....

Fazia tempo que não fumava daquele jeito, que não esclarecia as idéias, deixando-as mais confusas e ao mesmo tempo com uma profundidade gigantesca.

Podia sentir na espinha as notas das músicas de todas as coisas, podia sentir o bolo tão doce, tão doce que chegava a lhe dar vontade de vomitar, e em seguida comia mais, comia desesperadamente, sentindo profundamente o gosto do bolo como nunca havia sentido antes.

Não eram todas as vezes assim, não, nunca, mas talvez por fazer muito tempo desde a ultima vez isso estivesse acontecendo.

Talvez fosse seu estado de espírito, ultimamente estava com a carcaça bem polida, meio tosca talvez, mas estava com uma boa aparência, carregando destroços por dentro. Era uma crise de identidade gigantesca, não podia negar, aliás, era um vazio existencial gigantesco, talvez isso explicasse tanta fome.

As ruas pareciam leves, muito leves, e o céu, lilás. Era um estado perfeito para ver Peixe Grande, um filme muito indicado por todos, ultimamente, falado por todos. Até em blogs. Diziam que era mágico. O estado perfeito, por mais que não tivesse muita idéia de como o filme era, e não soubesse exatamente por que esse era o estado perfeito.

Pensou em como a vida era estranha, como a vida não parecia a vida afinal, como parecia ser apenas uma historinha, não muito boa, e meio água com açúcar, de outra pessoa.

As vezes era tão dramático e exagerado que chegava a lhe dar nojo.

Um pastel. Um pastel seria bom. Um pastel seria ótimo.

E a medida que ia chegando perto da casa onde a T.V. estava, ia imaginado mais cenas, mais coisas que não aconteciam. Para os outros poderia parecer idiotice ou loucura, mas era muito normal. Tinha essas visões desde muito cedo na vida, e quando estava normal, nem precisava estar naquele estado para isso. Era o poder de não fazer parte de sua própria vida. Ou a maldição.

Auto chapação. Auto?

O prédio que havia destruído sua casa era de um azul jaguara. Tão ridículo, um azulzinho piscina. Isso mesmo, e de repente, olhando para cima e para o prédio, se sentiu dentro de uma piscina gigantesca, sem ninguém para lhe dar atenção, sem poder nadar até a superfície que ficava longe demais. Não estava se afogando. Estava apenas com raiva. Porque a piscina tinha que ser tão funda? E porque ela estava no lugar de sua casa? Nunca iria conseguir sair por cima, mas haviam os lados, haviam as ruas.

A infância parecia ter um cheiro de piscina, um gosto de chocolate, um clima de chuva e a temperatura do sol. Não parecia muito boa, mas por outro lado era genial. Tinha a sensação do abandono misturada com uma alegria espontânea, que simplesmente brotava. Ela dava medo. E sempre dava a impressão de se estar andando nas nuvens. Fora do ar.

O fogo se mistura com água e não apaga, simplesmente por ser mais forte. Ou talvez por ter mais sorte.

Quando a casa com a T.V já estava chegando, de repente, do nada, começaram a jorrar fontes de água colorida de todas as partes do asfalto. Havia, vermelho, marrom, lilás, amarelo, verde. De todas as cores. Ninguém pode para-las. Mas elas não fizeram mal algum. Apenas jogavam para fora o que havia embaixo do chão. Ninguém podia enxerga-las. Apenas uma criança boba e feliz, escondida dentro de uma pessoa atordoada por estar “naquele estado” pensando:

Nada como o primeiro ano. Aquele foi o melhor ano da minha vida.

Vou começar a contar cada vez que alguém me disser isso. Apenas hoje já ouvi isso três vezes.

Peixe Grande. Finalmente. Grande Filme.

Lá fora chove, aqui pinga.

Feliz.
Luz cegando. Música alta e disco rodando ao contrário.
O tempo para.
Não lembra de mais nada.
Flutua.
Acorda do preto no preto, do escuro no escuro.
Não tem luz. Apagaram. Escuro.
Boca, língua, parede, sofá, casa, olho.
Cabelo....
Boca, língua, casa, olho, remédio para dor de estomago.
.........Pernas???..................
Eu conheço esse cabelo.
Só não lembro como vim parar aqui.


Faz quase um ano, e aí está a primavera de novo.
E o título é da senhorita Débora.

Bem, bem, bem...

Vou tentar dar uma arrumada por aqui, enquanto isso vou postar um monte de textos que achei por aí....mas pretendo melhorar um pouquinho isso... Ah droga, o blog é meu, não precisa de nenhuma justificativa.......... sem mais,

Atenciosamente,

Andressa, o demônio