terça-feira, dezembro 23, 2008

domingo, maio 11, 2008

L7


Ela odiava gostar das pessoas...

Ela realmente odeia as pessoas por gostar delas...

E odiava todas elas por simplesmente existirem...

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Ela usava as pulserinhas...

Ela usava as pulserinhas pra esconder tudo...

o que ela mais precisa é esconder...

esconder, se esconder, esconder, você tem um saco??

você tem um saco??

quarta-feira, abril 23, 2008

...o de sempre.



...Preguiça de existir...

...e ser atropelada por um biarticulado...

...tesouras que tiram a alma dos peixes.

Enfiadas bem fundo na guela. Deve ser para isso. Pra que mais serveria uma coisa daquelas??

Tirar a alma dos peixes...

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terça-feira, abril 08, 2008

Disarm - Smashing Pumpkins






...Disarm you with a smile
And cut you like you want me to ...



domingo, abril 06, 2008

A moda do inverno


Cio Consumista.

A moda do inverno.

Vista você também essa camisa.

sexta-feira, março 28, 2008

Lógica. É lógico (y)


A A é igual a B
E algum A é igual a B
I todo A é igual a B
O nenhum A é igual a B

...só...to sacando... (y)

Bebidas e montes de amigos

Você fica encolhido com frio no seu quarto e já é tardee você está doente e pensa que precisa estar bom até amanhãpara ver os seus amigos. Você supostamente tem um montão de amigos. Bebida garantida e diversão. Só precisamos de algumascoisas para quebrar e nos distrair, assim a raiva vai para outro lugar. Eu não quero saber a verdade sobre ninguém.Fique perto mas fique longe. Por favor não me machuque, sejalegal comigo, me leve à algum lugar, me leve deitar no asfalto.Eu só queria dormir.



...gosto de imaginar coisas idiotas que poderiam acontecer...

...eh...certeza...


Ele estava certo como sempre

Todas as suas previsões se tornaram realidade

Sempre começa do mesmo lugar

começo...meio...e fim

sem fim...

sem fim...

pout pourri




Tem alguém morto no corredor entoando uma música triste


Estão chorando de medo

...verdades mentirosas e mentiras verdadeiras...


Bem mais claro que você.

Mas me deixa realmente triste...

Os sonhos dela morreram. Eu não queria ter visto isso. Nunca.

Acabam com os sonhos de todo mundo

Por que as pessoas não são simplesemente legais?

Eu tenho que admitir minha tão grandiosa derrota:

Sim, as pessoas são substituíveis.

E grosseiramente, como copos que não servem mais

Na verdade eu sempre soube disso, sempre afirmei isso...

...mas...tentar não...

Por que acreditar em uma mentira?

Como ele mesmo disse:


*"...mas mais do que uma verdade amarga como essa, este servo prefere a doce mentira da senhorita Kaoru..."


É mais confortável acreditar na minha mentira...

...e nem um pouco seguro.



*Rurouni Kenshin, Nobuhiro Watsuki...as palavras que realmente salvaram a vida aos 13 anos...

pessoas são estúpidas...são sim.


O seu estômago está doendo de volta?

Praga. Pinga.

Não quero pensar em nada

A última coisa acabou de acabar

Por que as pessoas acham legal ficar triste?
É uma bosta, as coisas pulsando dentro de você esfarelando e doendo.
É uma bosta ter que beber pra tentar ficar feliz
Vomito
Estômago
Bosta

sábado, março 15, 2008

American Dream


Vou à janela. Esta tarde os gritos dos rapazes estão insuportáveis. Vou à janela, eu disse. Quem me visse de um outro ângulo, digamos do edifício de tijolos vermelhos que existe ao lado do meu, veria um homem baixo, entre calvo e grisalho, largando o jornal e indo à janela. Observem: eu, quarentão, rosto flácido, pés pequenos, uma barriguinha murcha apertada por uma grande fivela de couro. Esta tarde os gritos dos rapazes estão insuportáveis. Largo o jornal e vou à janela. Moro no sétimo andar de um velho edifício de apartamentos, bem defronte ao parque. Inauguraram a pouco uma piscina – os gritos são comuns agora, uma corja de delinqüentes e viciados entope todos os dias o exíguo quadrilátero de cimento que fica no meio do parque, junto a nesga de grama que se estende até a calçada oposta. De uns tempos pra cá esta cidade virou um inferno, eu digo, colocando os cotovelos no parapeito e tentando ver o que se passa lá em baixo (está escurecendo mas da pra ver uma horda de bárbaros, essas malditas minorias estão se tornando uma perigosa maioria, reflito, e o governo ainda constrói piscinas pra essa gente!); há um grande alvoroço no quadrilátero, umas trinta pessoas disputam uma partida de soccer. À frente, correndo feito doido, um sujeito grandalhão dá terríveis pontapés numa bola de formato estranho, seguido de perto pela turba. O grandalhão é um craque, reconheço. A gritaria é intensa e eu também grito, vamos rapazes!, vamos acabar com eles, o grandalhão avança e eu torço, aplaudo, agora rapazes, vamos!, e no instante em que a bola é chutada com mais violência e se descobre à minha vista quase perco o fôlego: é uma moça o que eles estão chutando! O grandalhão se aproxima novamente e com as mãos começa a rolar a moça na grama (posso ver suas coxas, caramba, e isso me excita tremendamente), vamos!, eu grito alucinado olhando para aquelas coxas roliças num rodopio diabólico, vamos - as coxas me excitam, eu disse – mas aí o grandalhão levanta a bola-moça do solo e com um chute maravilhoso atira-a bem no meio da piscina. De repente um após o outro ou vários ao mesmo tempo os rapazes atiram-se na água e nadam em direção ao centro, a moça está lá flutuando parecendo um pacote ou um saco de lixo do qual despontam duas pernas brancas e patéticas. O grandalhão é o único a não entrar na água, fica parado na margem esperando que lhe tragam a moça de volta e é aí então que toca o telefone e ouço a voz do chefe dizendo Martin, temos um trabalhinho para você aí no parque, olhe pela janela, rapaz, que você verá o sujeito, depressa, e desliga. Bato o telefone e desço correndo as escadas, o maldito elevador está enguiçado há uma semana, droga, atiro uma praga à velha da portaria, atravesso a rua e vou abrindo caminho até o grandalhão, um colosso de pele meio escura e cheia de espinhas que está parado me olhando com ar de desafio. A roda se fecha à nossa volta, o grandalhão balança os braços convidando-me a ir apanha-lo (ele tem uma bandagem no braço esquerdo, suponho que para esconder o inchaço de alguma vacina dessas que o governo dá de graça). A horda ulula selvagemente. Continuo avançando e dali a três segundos já sei o nome dele, Jerry, digo, vamos andando rapaz, você sabe o que aconteceu ao seu irmão, não sabe Jerry? E agarro com força sobre a bandagem. O grandalhão obedece e começa a chorar, suas lágrimas escorrem no ombro do meu impermeável, começo a reboca-lo. Jerry é jamaicano, algo assim, um bom rapaz que devo levar para a central por causa de umas quarenta queixas que existem contra ele, e eu digo calma rapaz não vai acontecer nada com você, minto, sorrio e lá vamos nós atravessando o parque, a água da piscina reflete nossos corpos abraçados, só que a água agora é um caldo opalescente azul ou vermelha sei lá, essas tintas – comento com Jerry – essas drogas de tintas ordinárias que agora usam nas roupas...



Os Verões da Grande Leitoa Branca, Jamil Snege

quarta-feira, março 12, 2008

...confort...amaciante de toalhas...


Só queria ficar mais doente

Perder a voz

Que todas as partezinhas vermelhas, sanguinolentas e inflamadas
grudassem de vez.

Aquela simbiose de catarro e parede

Terminar de respirar e o estomago explodir

Ele sabia que as doenças eram um passe livre para o conforto.

Cobertor, cama e soro.

E você quer culpar quem????

Leite quente....cheiroso e bem branquinho

É natural do ser humano precisar de algo para idolatrar, algo para colocar a culpa, algo para ser a razão...

Sei lá...

Prefiro comer...


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...Existia um menino retardado que não fazia nada. Só pra tornar impossível a identificação.


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...Saudade de não fazer nada


Sinto falta do conforto de estar triste.

domingo, março 02, 2008

Ham...


Durmo pensando em você...

Acordo pensando em você...

Só pra te foder baby...

Só pra te foder.

Sabe...aquelas coisas imbecis


Tv fora do ar flutuando no nada

Falta do conforto de poder ser idiota




Não era obrigado a saber de nada, mas se tivesse dinheiro teria conseguido.



Puta la merda.

segunda-feira, janeiro 28, 2008

...os quatro longos anos...e a cirrose apática...


Originalmente postado em 29 de Setembro de 2004


Ele tinha crescido

Ele se cortou com a garrafa de bebida

Ele tinha crescido

Seu cabelo não cheirava mais a manteiga, mas sim a fumaça. Ele havia perdido aquele doce cheiro de criança para o salgado cheiro do suor. É assim que você vê quando cresceu, quando no fim da noite suas roupas cheiram fumaça e bebida misturadas com um perfume que não é seu.

Ele tinha crescido

Ele foi até o outro lado da cidade para comprar seda. Não podemos despertar suspeitas. Ele havia encontrado um novo jeito de ficar feliz, e isso era realmente muito, muito legal.

Ele tinha crescido

Seus amigos não eram mais os mesmos. Ele não era mais o mesmo. Seus interesses haviam mudado, agora ele queria fazer tudo de uma vez, ele não queria mais voltar pra casa, só queria ir embora.

Ele tinha crescido

Ele tinha crescido e estava tão perdido dentro de sua própria imensidão, que não conseguia encontrar o interruptor de luz.

Ele tinha crescido

Ele estava perdido

Elas não sabiam o que fazer. Aquilo tudo estava muito chato, era pra ser legal, mas estava chato. Nunca ficava tão legal quanto era pra ser, isso cada vez mais as chateava de um modo incomensurável. Estava ficando insuportável. Elas queriam explodir tudo

Elas não sabiam o que fazer.

Eles brigaram de novo. Eu nunca entendi direito, mas eles brigaram de novo. Eles brigaram por costume. Eles brigaram porque se amavam. Eles brigaram porque estava ficando chato. Eles brigaram, e só assim perceberam o quanto se amavam. Eles vão fugir. Agora eles decidiram ir embora, ir embora para sempre. Decidiram ficar juntos para sempre. Eles brigaram de novo. Eles brigaram porque se amavam. Eles decidiram ir embora, e eu nunca entendi direito, porque isso me apavora.

Eles vão embora.

Eu ouvi o barulho do carro chegando. Eu ouvi o barulho do carro passando. Eu ouvi o barulho do carro indo embora.

Eles não se olhavam.

Eles não se falavam.

Eles não chegavam perto porque tinham medo um do outro. Eles nunca disseram o que queriam porque tinham medo um do outro. Eles fingiam que não sabiam de nada porque tinham medo um do outro. Eles tinham medo um do outro porque era tudo o que eles precisavam. Eles tinham medo de sentir aquilo de novo porque sabiam que não iam mais conseguir viver sem. Eles tinham medo um do outro porque necessitavam um do outro.

Eles não se olhavam

Ele só queria se divertir

Ele não ouviu os avisos sobre como se divertir de um modo seguro. Ele só queria se divertir e agora: Parabéns Papai!!!
- Nossa, porque você está tão feliz?
- Porque minha namorada perdeu o bebê!

Ele começou a se divertir. Ele começou a fazer protestos. Ele começou a fazer bagunça. Ele começou a beber. Ele começou a viver lá pelos vinte anos.

- Vinte anos? Meio velhinho hein?
- Pois, é.
- Até os vinte, ainda faltam quatro longos anos. Até lá, agente já morreu de cirrose apática.
Hahahahahaha......ha..........ha..........................ha.... ............................................ha............

Todos eles cresceram.

Todos eles passaram a vida inteira esperando por isso.

Todos eles achavam tudo isso uma bosta.

Eles realmente tinham crescido.

sábado, janeiro 19, 2008

Vertigem



"Aos poucos, abdicou de qualquer benevolência. Esqueceu fotos, documentos, resquícios de uma história possível de ser contada. Esqueceu para se tornar o que não se conta - uma ilusão de ótica, um esboço de intenções, uma sombra sem sombra. A própria razão, desmiolada e bela, soberba e frágil. Insuficiente."






Vertigem, José Eduardo Gonçalves

everyonelovesme



... Who am I??

I'm your fake plastic love...


for ever and ever...

quinta-feira, janeiro 10, 2008

O menino da caixa


O menino tinha nascido na caixa.

E era aquilo mesmo, até os dez anos mais ou menos ele dormiu na caixa. A caixa tinha aranhas e escorpiões, afinal, eles também são seres vivos.

A caixa era infinita dentro de si, era perigosa e estranha. Tinha o ar meio azul, velhas loucas, araçás e diabinhos de rabo triangular...mas ele não conhecia nada além disso, lá todos os moletons eram veludo.

E as coisas pra ele eram assim, do jeito que eram na caixa, só que ele não se preocupava, porque nunca havia imaginado que existissem pessoas que não morassem na caixa.

Aos poucos ele foi percebendo que tudo era diferente, as pessoas moravam nas casas, os cachorros nas caixas.

Existiam as famílias e tudo mais. Os quartos e as camas, e as pessoas tomavam banho.

Antes tudo fazia parte da mesma ninhada, mas agora, cada um precisava ter seu quarto, sua cama... e sua toalha.

Os bons costumes. Depois da escola ele começou a entender o que tudo isso significava. Foram apresentadas todas as regrinhas: usou lava seca e guarda, não por os pés no sofá, Deus que ajude e coisas do tipo.

Surgiu ainda a comunicação. Entendem?...a comunicação...sabe?...aquele negócio lá...

Agora ele não sabia o que era pior, a caixa ou a ausência. Pelo menos a caixa era limitada sem regras. A ausência é ilimitada e cheia de regras.

E vocês me perguntam, o que aconteceu com o menino?

Ah, ele é mais um desses indivíduos que você vê andando por aí com um ar meio absorto olhando pra cima... olhando pra baixo... tênis estourado... copo na mão... afinal, com caixa ou sem caixa ele ainda não sabe de nada.

terça-feira, janeiro 01, 2008

Primeiro do ano


Da terceira série...

Fodi-me.

Decidi subir no muro para ver os fogos.
Estourei a torneira, me ralei inteira.
Fechamos o registro para nada mais sair

Pelo menos os vizinhos não viram nada,
Estavam todos olhando para o céu.



Sabe...Eu consigo enxergar através da membrana nictitante
O problema é que tudo sai embaçado
Então eu não sei se estou realmente olhando ou se estou só achando.


Lembrar... É isso mesmo o que você tenta.
Você sabe onde está exatamente agora??


A gente parou num morrinho pra ver os foguetes...

Uma polaca de família superou o medo e nos deu feliz ano novo

Deus que ajude. Que a senhora seja feliz e que seu ano seja repleta de luz (afinal, ela era uma polaca).

Daí viemos embora beber o vomito. (uma champagne vagaba que os queridos progenitores nos deixaram carinhosamente)

Então, eu tive a certeza de que não moramos na lua.