sexta-feira, março 28, 2008

Lógica. É lógico (y)


A A é igual a B
E algum A é igual a B
I todo A é igual a B
O nenhum A é igual a B

...só...to sacando... (y)

Bebidas e montes de amigos

Você fica encolhido com frio no seu quarto e já é tardee você está doente e pensa que precisa estar bom até amanhãpara ver os seus amigos. Você supostamente tem um montão de amigos. Bebida garantida e diversão. Só precisamos de algumascoisas para quebrar e nos distrair, assim a raiva vai para outro lugar. Eu não quero saber a verdade sobre ninguém.Fique perto mas fique longe. Por favor não me machuque, sejalegal comigo, me leve à algum lugar, me leve deitar no asfalto.Eu só queria dormir.



...gosto de imaginar coisas idiotas que poderiam acontecer...

...eh...certeza...


Ele estava certo como sempre

Todas as suas previsões se tornaram realidade

Sempre começa do mesmo lugar

começo...meio...e fim

sem fim...

sem fim...

pout pourri




Tem alguém morto no corredor entoando uma música triste


Estão chorando de medo

...verdades mentirosas e mentiras verdadeiras...


Bem mais claro que você.

Mas me deixa realmente triste...

Os sonhos dela morreram. Eu não queria ter visto isso. Nunca.

Acabam com os sonhos de todo mundo

Por que as pessoas não são simplesemente legais?

Eu tenho que admitir minha tão grandiosa derrota:

Sim, as pessoas são substituíveis.

E grosseiramente, como copos que não servem mais

Na verdade eu sempre soube disso, sempre afirmei isso...

...mas...tentar não...

Por que acreditar em uma mentira?

Como ele mesmo disse:


*"...mas mais do que uma verdade amarga como essa, este servo prefere a doce mentira da senhorita Kaoru..."


É mais confortável acreditar na minha mentira...

...e nem um pouco seguro.



*Rurouni Kenshin, Nobuhiro Watsuki...as palavras que realmente salvaram a vida aos 13 anos...

pessoas são estúpidas...são sim.


O seu estômago está doendo de volta?

Praga. Pinga.

Não quero pensar em nada

A última coisa acabou de acabar

Por que as pessoas acham legal ficar triste?
É uma bosta, as coisas pulsando dentro de você esfarelando e doendo.
É uma bosta ter que beber pra tentar ficar feliz
Vomito
Estômago
Bosta

sábado, março 15, 2008

American Dream


Vou à janela. Esta tarde os gritos dos rapazes estão insuportáveis. Vou à janela, eu disse. Quem me visse de um outro ângulo, digamos do edifício de tijolos vermelhos que existe ao lado do meu, veria um homem baixo, entre calvo e grisalho, largando o jornal e indo à janela. Observem: eu, quarentão, rosto flácido, pés pequenos, uma barriguinha murcha apertada por uma grande fivela de couro. Esta tarde os gritos dos rapazes estão insuportáveis. Largo o jornal e vou à janela. Moro no sétimo andar de um velho edifício de apartamentos, bem defronte ao parque. Inauguraram a pouco uma piscina – os gritos são comuns agora, uma corja de delinqüentes e viciados entope todos os dias o exíguo quadrilátero de cimento que fica no meio do parque, junto a nesga de grama que se estende até a calçada oposta. De uns tempos pra cá esta cidade virou um inferno, eu digo, colocando os cotovelos no parapeito e tentando ver o que se passa lá em baixo (está escurecendo mas da pra ver uma horda de bárbaros, essas malditas minorias estão se tornando uma perigosa maioria, reflito, e o governo ainda constrói piscinas pra essa gente!); há um grande alvoroço no quadrilátero, umas trinta pessoas disputam uma partida de soccer. À frente, correndo feito doido, um sujeito grandalhão dá terríveis pontapés numa bola de formato estranho, seguido de perto pela turba. O grandalhão é um craque, reconheço. A gritaria é intensa e eu também grito, vamos rapazes!, vamos acabar com eles, o grandalhão avança e eu torço, aplaudo, agora rapazes, vamos!, e no instante em que a bola é chutada com mais violência e se descobre à minha vista quase perco o fôlego: é uma moça o que eles estão chutando! O grandalhão se aproxima novamente e com as mãos começa a rolar a moça na grama (posso ver suas coxas, caramba, e isso me excita tremendamente), vamos!, eu grito alucinado olhando para aquelas coxas roliças num rodopio diabólico, vamos - as coxas me excitam, eu disse – mas aí o grandalhão levanta a bola-moça do solo e com um chute maravilhoso atira-a bem no meio da piscina. De repente um após o outro ou vários ao mesmo tempo os rapazes atiram-se na água e nadam em direção ao centro, a moça está lá flutuando parecendo um pacote ou um saco de lixo do qual despontam duas pernas brancas e patéticas. O grandalhão é o único a não entrar na água, fica parado na margem esperando que lhe tragam a moça de volta e é aí então que toca o telefone e ouço a voz do chefe dizendo Martin, temos um trabalhinho para você aí no parque, olhe pela janela, rapaz, que você verá o sujeito, depressa, e desliga. Bato o telefone e desço correndo as escadas, o maldito elevador está enguiçado há uma semana, droga, atiro uma praga à velha da portaria, atravesso a rua e vou abrindo caminho até o grandalhão, um colosso de pele meio escura e cheia de espinhas que está parado me olhando com ar de desafio. A roda se fecha à nossa volta, o grandalhão balança os braços convidando-me a ir apanha-lo (ele tem uma bandagem no braço esquerdo, suponho que para esconder o inchaço de alguma vacina dessas que o governo dá de graça). A horda ulula selvagemente. Continuo avançando e dali a três segundos já sei o nome dele, Jerry, digo, vamos andando rapaz, você sabe o que aconteceu ao seu irmão, não sabe Jerry? E agarro com força sobre a bandagem. O grandalhão obedece e começa a chorar, suas lágrimas escorrem no ombro do meu impermeável, começo a reboca-lo. Jerry é jamaicano, algo assim, um bom rapaz que devo levar para a central por causa de umas quarenta queixas que existem contra ele, e eu digo calma rapaz não vai acontecer nada com você, minto, sorrio e lá vamos nós atravessando o parque, a água da piscina reflete nossos corpos abraçados, só que a água agora é um caldo opalescente azul ou vermelha sei lá, essas tintas – comento com Jerry – essas drogas de tintas ordinárias que agora usam nas roupas...



Os Verões da Grande Leitoa Branca, Jamil Snege

quarta-feira, março 12, 2008

...confort...amaciante de toalhas...


Só queria ficar mais doente

Perder a voz

Que todas as partezinhas vermelhas, sanguinolentas e inflamadas
grudassem de vez.

Aquela simbiose de catarro e parede

Terminar de respirar e o estomago explodir

Ele sabia que as doenças eram um passe livre para o conforto.

Cobertor, cama e soro.

E você quer culpar quem????

Leite quente....cheiroso e bem branquinho

É natural do ser humano precisar de algo para idolatrar, algo para colocar a culpa, algo para ser a razão...

Sei lá...

Prefiro comer...


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...Existia um menino retardado que não fazia nada. Só pra tornar impossível a identificação.


.
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...Saudade de não fazer nada


Sinto falta do conforto de estar triste.

domingo, março 02, 2008

Ham...


Durmo pensando em você...

Acordo pensando em você...

Só pra te foder baby...

Só pra te foder.

Sabe...aquelas coisas imbecis


Tv fora do ar flutuando no nada

Falta do conforto de poder ser idiota




Não era obrigado a saber de nada, mas se tivesse dinheiro teria conseguido.



Puta la merda.